segunda-feira, 5 de março de 2012

3º Capítulo: Feliz Aniversário, querida Ovra!

ANDROIDS! Generation
Capítulo Três        
 
- Heftor ... - Gaguejou Ovra.
- Saia daí  -Disse um homem que estava atrás dele e que Ovra não o havia percebido
Ela se levantou do latão com as pernas bambas ... " Como aquilo estava acontecendo? "
Ela olhou para eles com mais atenção, eram quatro, sendo que dois estavam mais atrás. E depois olhou para o cara que ela pensava ser Heftor. Com mais atenção ela percebeu que não poderia ser ele, parecia mesmo com ele, mas este aqui aparentava ter uns 21 anos, com barba e ... incrivelmente, tendo cabelos meio grisalhos. 
- Quem são vocês? - Ela tomou uma atitude. 
- Quem faz as perguntas aqui somos nós e não você - Disse o cara do lado do Heftor Dois
Mas logo ele foi interrompido pelo Heftor Dois
- Somos os Gárgonos, e é só isso que podemos lhe dizer. 
Ela já estava confusa. "O que eram Gárgonos?" Ele queria perguntar, mas algo fez com que ela perguntasse outra coisa.
- O que querem comigo? - Foi o que ela perguntou
- Procuravámos por um animal... diferente, mas enquanto procurávamos por ele sentimos uma força elementar diferente, seguimos essa força e chegamos até você. - Disse o Heftor Dois.
Ovra raciocinava rapidamente.
" Força Elementar? " 
Isso levava Ovra a pensar em apenas uma coisa. A Caixa do Estado... Os 5 Cristais Elementares.
- Vocês não responderam a minha pergunta: O que vocês querem comigo?
Eles não disseram nada, apenas apontaram um pequeno aparelho para Ovra, e esse aparelho começou a piscar  aleatoriamente em preto, cinza, branco... preto, cinza, branco...
Ovra estava com um mal pressentimento. Ela não estava afim de ficar ali, e então, com o dedão, pressionou o anel de sapo fazendo-o soltar um feixe de luz mais forte.
 "Por Deus, eles não viram ainda. " Pensou Ovra
E então, num impulso maior ela apontou esse feixe de luz nos olhos dos dois homens que estavam mais a frente. 
- Aaaaaaaaaaah! 
Os dois gritaram e antes que os dois homens de trás chegassem até onde estavam Ovra saiu correndo pela rua da frente do beco.

                                                                                  ****
Ovra já havia corrido um longo caminho e já estava escurecendo. 
- E agora ... - Sussurrou Ovra para si mesma.
Onde ela iria dormir? Ela estava preocupada com isso.

Continuou andando até que encontrou, para sua sorte, o que aparentava ser uma casa abandonada. 
A casa tinha uma escada de 4 degraus grandes que levavam até uma varandinha cheia de folhas e que tinha a porta semi aberta. 
Ovra subiu as escadas, atravessou a varandinha e empurrou a porta, "creeec...!"
Não estava tão escuro a ponto de não poder se enxergar nada. Ela enxergava o suficiente. A casa tinha apenas um andar e seu hall de entrada estava completamente vazio.
- Perfeito. Abandonado. - Disse Ovra, com gratidão à sua sorte.
Ela explorou a casa. Ela possuia uma suite, um quarto de solteiro, uma cozinha, a sala e um almoxarifado. 

"Bacana..." ela pensou.
Ela escolheu ficar no quarto de solteiro. Tirou de sua mochila uma blusa de frio e embolou-a, fazendo-a de travesseiro. A casa era forrada e o quarto não possuia janelas, portanto não fazia muito frio lá dentro. 
Ela estava cansada, mas precisava pensar sobre o que havia acontecido. Eles haviam dito que rastrearam o poder da caixa, então... Eles poderiam fazer isso novamente? Ela estava cansada, e mesmo assim ela estava com uma ponta de medo. O que eram os Gárgonos? Eles deram motivo para ela teme-los? 
Eles estavam à procura da Caixa do Estado, será que eles eram do Império Biak? Aliás, Ovra já estava cansada de tanto falar da Caixa do Estado, ela nem mesmo prestara atenção nessa caixa, já era hora de ela olhá-la com mais atenção. Ela retirou a Caixa da mochila e a analisou. Ela tinha a imprenssão de que a Caixa era amarronzada quando à pegou pela primeira vez no Q.G. Agora ela estava com um tom Prateado. Ovra apertou o botão que ficava no meio da parte frontal da Caixa e ... Nada? Ela apertou várias vezes e nada acontecia. Ela já estava irritada, guardou a Caixa na mochila e resolveu dormir.

Ovra estava sonhando com o seu avô. 
"Vovô? O que você faz aqui?!" 
" Ovra... Quanto tempo, não? Oh, caramba! Como você cresceu... Está uma moçona já!"
" HAHA, obrigada, vovô! Mas, qual o motivo da sua presença?"
"Ora, você que está na minha casa, querida!"
Ovra olhou ao seu redor e foi aí que percebeu. Ela estava na casa de seu avô, sentada no velho sofá de couro dele. 
" Vovô, e o que eu vim fazer aqui?"
" Eu que tenho que saber, minha netinha?"
" Mas eu não lembro o que eu vim fazer aqui..."
" Talvez receber o seu presente de dezesseis anos...?"
" Caraca, vovô! Eu nem lembrava... Eu completo dezesseis anos hoje!"
" E como o tempo passa rápido...! Até parece que foi ontem que você fez 6 aninhos... Eu até lembro do presente que te dei... Ah, aquele anel de sapinho fez você rir muito!"
" É, e ele me tirou de um grande apuro ontem! Se não fosse aquele feixe maior de luz, não sei o que seria de mim... "
" Espera, acho que não estamos falando do mesmo anel, Ovra"
" Como não, não é esse?" - Ovra mostrou sua mão com o anel de sapinho
" Claro, é esse. Mas eu sei que estou bem velhinho, mas tenho certeza de que esse anel não tinha nada de luz"
" Como não, vovô? Olhe aqui dentro!" - Ovra abriu a boca do sapinho com a unha e, surpreendentemente não havia nada que o fizesse se acender.
" Viu, querida? Não há nada de especial com esse anelzinho, enfim... Feliz aniversário querida!" 
Ovra acordou.
Parecia um sonho bobo, mas... Era estranho, agora ela se lembrava também que esse anel não tinha nada de lanterna...
Ela abriu a boca do sapinho novamente e percebeu que lá havia um pequeno cristal transparente. Não. Não havia esse cristal quando ela ganhou de presente o anel de seu avô, e, só agora, ela entendeu o que era esse Cristal.
Os Agentes Andronyanos que prepararam a mochila de Ovra quando ela estava protegendo a Caixa. Ela não havia entendido como eles haviam achado aquele anel, e nem se importou. 
Mas agora, tudo fazia sentido.
Um Cristal Elementar estava ali, no dedo dela, e foi assim que os Gárgonos rastrearam o Poder. Não havia como eles rastrearem o Poder dos outros Cristais dentro da Caixa. Aquela Caixa era de tecnologia altissíma que não permitia rastreamento algum. Mas, então... Por que os Agentes haviam colocado um Cristal no anel, sendo que isso facilitaria a busca pelos Cristais? E mais, o que havia ferido os olhos dos dois Gárgonos não era um simples feixe de luz, era o raio de um Cristal Elementar. 
- Ai, isso deve ter doído muito nele - Ovra soltou uma risadinha
 
Todos direitos reservados©  Léo Rodrigues

Nenhum comentário:

Postar um comentário