ANDROIDS! Generation
Capítulo Um
- Corra, Ovra, corra! Não deixe que eles peguem a caixa! Apenas não deixe que eles peguem a caixa... - O pai de Ovra falava ofegante.
Ovra não se sentia em si. Parecia que alguém havia lhe dado uma injeção de anestesia por toda parte de seu corpo.
Adrónya estava em guerra. As crianças não entendiam nada. Por que elas podiam fugir e seus pais não? Ovra entendia: Era dever dos mais velhos proteger o "Estado". Mas ela achava isso muito injusto. Ela sentia saudades de quando sua mãe ainda vivia, era tudo paz.
Mas agora? Guerra. Ovra apenas queria ficar ali parada, refletindo tudo o que pudesse, mas os berros de seu pai não a deixaram...
- OVRA, PRESTE ATENÇÃO. NÃO PENSE EM NADA. VOCÊ FAZ 16 ANOS AMANHÃ, AMANHÃ VOCÊ JÁ SE TORNA UMA ANDROID, É SEU DEVER PROTEGER O "ESTADO", SUA PRIMEIRA MISSÃO É PROTEGER A CAIXA, PROTEJA A CAIXA! - O berro de seu pai foi um banho de água fria, Ovra voltou em si.
- A caixa... - Sussurrou Ovra, lembrando da caixa em suas mãos.
Ela saiu correndo, deixando seu pai para traz. A única coisa que lhe restava, seu pai. Agora, apenas a caixa lhe restava. Ela olhou para traz e viu seu pai com uma "arma" em mãos, a mira em Ovra. Ela sabia o que era aquilo. Um teletransportador. Mas, para que época ela iria? Ela viu seu pai apertar o gatilho, e viu outra pessoa apertar o gatilho para acertar seu pai.
"Cuidado!" Ela queria gritar para seu pai, mas o seu dever não era se preocupar com o seu pai, era se preocupar com a caixa.
Um raio azul claro atingiu Ovra.
Ela olhou para seu pai pela última vez e o viu mexer os lábios, pronunciando silenciosamente " Boa sorte, cuidado. "
Ovra estava indo para alguma época, e seu pai estava morrendo na sua frente, a uma distância que fazia com que seu coração se despedassase.
"A vida é injusta até demais " Pensou Ovra.
Ovra ainda estava encoberta pelo "raio" azul claro, ela estava parada.
Ela já havia estudado isso no colégio, sua mente voltou para sua época, enquanto ela estava parada, mas se movendo em uma velocidade incrível pelo Cosmos. Ironico.
" Ovra já estava em sua carteira, ao lado de sua amiga Théfya, observando os outros alunos da classe. Viviam em discução para saber quem era o mais idiota da classe. Théfya dizia que era Heftor, mas Ovra discorva, sempre dizia que era Robbnus. Ela achava sim Heftor um idiota, mas ele só era assim porque ele era espontâneo demais, ria de qualquer coisa. As outras pessoas da classe achavam isso idiota, Ovra achava fofo. Apesar de não admitir isso, ela gostava sim dele. Mas ela não podia se apaixonar. O Estado vem em primeiro lugar. A primeira lição da escola era essa. As pessoas só podiam ter relações apartir de 20 anos de serviço ao Estado, começando aos 16 anos. E isso também só era permitir para a procriação, para dar mais soldados, futuros Androids, ao Estado, e, se a pessoa for chamada novamente para defender o Estado, ele é obrigado a ir. Enfim, ela sempre pensava que a vida era injusta...
Théfya cutucou Ovra.
- Medaniiz chegou ...
Medaniiz era a professora de Armamentos & Suas Funções, uma das aulas mais legais, porém a professora exijia total atenção, nada de distrações! O Estado vem em primeiro lugar, e lá estava a frase denovo...!
A professora estava carregando, como todo dia, uma nova arma dentro de um vidro que era puxado por uma cordinha, amarrado à cintura dela. O primeiro dia que ela apareceu assim, um aluno foi parar na dentenção por ter zombado dela.
Ovra perdeu seus pensamentos assim que a professora colocou o vidro em cima da mesa, pediu a Ygram para que pegasse o cesto cheio de maçãs e distribuisse-os pelas mesas na sala.
- Pré-Androids, o que temos aqui é a mais nova arma lançada pelo Estado para as suas futuras batalhas. Acreditem, nenhuma arma já apresentada a vocês será melhor que essa. Apresento-lhes o protótipo de Teletransporte x1.0. Essa belezinha será capaz de mandar você a 10 milhões de anos atrás em uma velocidade incrível e fazendo com que você sentisse como se estivesse parada, conscientemente. Agora, alguma pergunta?
Ovra havia se interessado pelo assunto na época, e, por quase nunca fazer perguntas na sala, quando ela levantou a mão, todos, até And. Medaniiz olharam-na espantada.
- Diga, Pré-Android Ovra. - Falou And. Medaniiz.
Ovra suspirou fundo e perguntou:
- Com que tempo de prestamentos militares deve-se ter para usar a arma?
Parecia uma pergunta boba, pois quase todas as armas eram apresentadas aos alunos quando formados, ou seja, quando eles já adquirem-se o título de Android, aos 16 anos, então, Ovra já havia se arrependido da pergunta idiota que havia feito, até:
- Apenas se você for escolhido.
Foi um auê total, "Como assim escolhido?" era a pergunta geral.
-Vocês acham que uma arma assim vai pras mãos de qualquer um? Tsc tsc, enganados... !E até agora só uma pessoa foi escolhida.
Essa pessoa se chamava Carlz Vandardi, o pai de Ovra.
A professora começou a fazer os experimentos com as maçãs, fazendo muitos alunos ficarem ofegantes e entusiasmadas... "
Ovra sentiu como se estivesse tremendo... Ela estava caindo. Abraçou a caixa com força e firmou bem seus olhos, outra lição: Sempre alerta, nunca feche os olhos.
Todos direitos reservados© Léo Rodrigues
I like your book
ResponderExcluirYou're a good writer
with a lot of imagination
Keep it up the good work
Ariel London 2012